quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Seu cão não te reconhece? Ele pode sofrer do mal de Alzheimer

Doença Degenerativa

 
Os cães não estão livres das doenças degenerativas relacionadas ao envelhecimento. Muito parecido como Alzheimer em humanos, a disfunção cognitiva canina envolve uma série de mudanças comportamentais e pode se manifestar a partir dos 7 anos de idade. Hoje com o aumento da expectativa de vida dos animais, os veterinários atestam maior número de pacientes com o problema. De diagnóstico complexo, afinal ainda não existe um exame específico para identificar a doença, a disfunção cognitiva costuma assustar no início, pois muda o cotidiano de cães e tutores.

Segundo a dra Valéria Corrêa, Diretora Técnica do Hospital Veterinário do Pet Center Marginal – 24 horas, entre as manifestações desta doença estão desorientação do cão (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene. “São animais que passam a urinar e defecar em qualquer lugar, deixam de interagir com a família, trocam a noite pelo dia, entram em locais restritos da própria casa e têm dificuldade para sair deles. Em alguns casos, passam a não reconhecer mais os próprios tutores, ficam apáticos”, esclarece.

Como tumores cerebrais e alguns distúrbios endócrinos provocam mudanças comportamentais semelhantes, é importante que os tutores procurem o veterinário do animal para que seja feito o diagnóstico adequado. “Infelizmente se trata de uma doença que interfere na qualidade de vida do pet. É essencial que os tutores entendam que o cão não se comporta assim por vontade própria e tenham paciência e carinho na hora de cuidar desses velhinhos”, alerta Valéria Corrêa.

O tratamento, de acordo com a veterinária, pode incluir medicação e alteração na dieta – os tutores podem optar por rações ricas em antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres e, por sua vez, combatem o envelhecimento. Para que o animal fique bem, no entanto, a compreensão e atenção dos tutores são ótimos tratamentos.

Confira abaixo algumas dicas da médica veterinária:

- Não deixar o animal sozinho por longos períodos, já que eles podem ficar confusos ao se enfiarem em lugares restritos da casa e não conseguirem sair, como embaixo de móveis, atrás de portas.

- Outro cães mais jovens podem ajudar os mais velhos, seja orientando esses animais, que às vezes estão cegos e surdos também. Por outro lado, esses companheiros mais novos podem incomodar os cães da terceira idade, cabe ao tutor separá-los, se for o caso.

- São cães que irão dormir por mais tempo, é normal – isso acontece não só pela doença, como pelo envelhecimento. O ideal é levá-los mesmo dormindo para fazer as necessidades ou recorrer às fraldas descartáveis (mas nem todos animais se adaptam).

- Se possível, deixar o espaço livre onde esses animais ficam para que possam caminhar, quando desejarem, sem acidentes. Manter a caminha higienizada e respeitar a lentidão nos momentos de passeio.

- Como podem ocorrer também mudanças no apetite do animal, que troca o dia pela noite, deixe a ração disponível e a água por tempo indeterminado. Converse com o veterinário para indicar opções pastosas para facilitar a mastigação do cão.


Fonte: Papo de pet

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