sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

White Terrier

     A raça nasceu do cruzamento de cairn terrier (o Totó de O Mágico De Oz) no oeste da Escócia no final do século 19 pelas mão do coronel E.D. Malcom.
     Durante uma caçada, o oficial matou seu cairn terrier ao confundi-lo com um coelho. Inconsolável, decidiu fazer um cruzamento seletivo entre terriers para originar mascotes brancos como a neve, mais fáceis de serem reconhecidos à distância.
     Por causa do porte diminuto, consegue se meter em tocas atrás de roedores de qualquer espécie. São tão destemidos que, não raro, ficam presos em túneis e canais onde se enfiam atrás das presas. Para serem salvos, latem alto.
     Vivem em média 14 anos, são ativos e de difícil treinamento.


 
    O White Terrier já foi estrela de diversas campanhas publicitárias. No Brasil, em especial, o provedor de internet IG popularizou essa raça.
     Essa  é uma raça de cães que é uma excelente companhia e se adapta bem a espaços pequenos. Assim, pode ser uma boa escolha para quem vive em apartamento, contanto que possa sempre dar um passeio.



 
Principais características do West Highland White Terrier

Cor: exclusivamente branca, com olhos e focinhos pretos. A falta de pigmentação dessas partes descaracteriza a raça.

Origem: Escócia
 
Pelagem:  pelo bem duro, com subpelo que parece uma lã.
 
Porte: altura cerca de 28 cm e peso entre  7 a 10 Kg.
 
Temperamento: Destemido
 
Expectativa de vida: 13  a 14 anos em média.
 
Preço: entre R$ 1.000 e R$ 2.800.
 





quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Let Me In! - Simon's Cat


Dica de livro

Os gatos nunca mentem sobre o amor

A história da gata que tocou o coração de um garotinho...

   Lorcan Dillon tinha sete anos quando sua mãe, Jayne, o ouviu dizer “eu te amo” pela primeira vez. As palavras não foram dirigidas a ela, mas à Jessi, seu  bichinho de estimação. Lorcan é autista e sofre de mutismo seletivo, uma condição que o impossibilita de falar em determinadas situações, tornando-o incapaz de expressar emoções ou desfrutar do carinho de seus familiares. Ele nunca disse que amava alguém, mas tudo isso começou a mudar com a chegada de uma gatinha filhote chamada Jessi.
 
   Os gatos nunca mentem sobre o amor é a história tocante de como o afeto e a atenção de uma companheira amorosa possibilitou que um menininho começasse a se comunicar com o mundo que o cerca. Lorcan passa horas brincando, fazendo carinho e dizendo o quanto a ama. Ele também passou a se abrir mais para os outros, fazendo amizades na escola e progredindo constantemente.
 
   Este livro é o relato emocionante de uma grande amizade e de como o amor entre um garotinho e seu animal de estimação mudou a vida de uma família para sempre.
 
 
 
 
Título original: Jessi-cat
Autor: Jayne Dillon
Número de páginas aprox.: 216

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Felinos – animais injustiçados

Os animais são mais sensíveis do que a gente e precisam de muito cuidado

 
 
Infelizmente, os gatinhos são eternos injustiçados. Dizem que eles são traiçoeiros e dão azar. Mas nada disto é verdade. Derrube de vez esses mitos:
 



É mentira que os gatos…

1. Dão azar: Não se engane!

Gatos não possuem sete vidas! Por isso, não maltrate esses animais e denuncie na delegacia se souber de casos de crueldade contra eles! Pelo contrário! Sabia que no Egito Antigo eles eram tratados com honras reservadas aos faraós? Inclusive, adorava-se uma deusa (Bastet ou Bast), que tinha a cabeça de um gato preto! A sorte desses animais só mudou na Idade Média, quando os cultos pagãos que os envolviam se tornaram heresia. E os gatos, acusados de demoníacos pela Igreja Católica, passaram a ser perseguidos com suas donas, mulheres consideradas bruxas por não seguirem as regras impostas. Mas, por que os gatos pretos levaram a fama de dar azar? Porque os felinos cultivam hábitos noturnos e, à noite, como diz o ditado, todos os gatos são pardos.
 

2. Gostam da casa, não do dono:

Se fosse verdade, o número de donos de gatos nos Estados Unidos não teria ultrapassado o de pessoas com cachorros. E o Brasil segue o mesmo caminho, com a população de felinos com donos crescendo duas vezes mais do que a de cães. Gatos preservam seu instinto, mas isso não significa falta de amor. Se você tivesse sido resgatada da rua, também sentiria um carinho especial pelo lar onde mora, concorda?
 

3. Sempre caem em pé:

O equilíbrio e a coordenação dos gatos são insuperáveis. Mas eles não conseguem, por exemplo, se virar para aterrissar de pé, amortecendo o impacto, se a queda ocorrer de grandes alturas – acima do terceiro andar de um prédio, por exemplo. Nesses casos, costuma haver fratura nas patas da frente e no queixo, que também bate na superfície, além de sérias lesões na boca.
 

4. Transmitem toxoplasmose a gestantes:

Para isso acontecer, o animal precisa integrar o grupo dos gatos que têm o parasita (menos de 1% no mundo!) e a mulher grávida, colocar a mão suja de cocô do animal na boca, tendo se esquecido de limpar a caixa de areia por três dias. Corre-se muito mais risco de pegar a doença ao ingerir água e alimentos contaminados, principalmente verduras e carnes cruas. A culpa só sobrou para os gatos porque é neles que o parasita se reproduz, expelindo os ovinhos junto com suas fezes.
 

5. Precisam viver em liberdade:

No caos das grandes cidades, um macho não castrado com acesso à rua dificilmente vive mais que três anos. Os riscos vão desde pegar uma doença brigando com outros animais até morrer envenenado por um vizinho descontente com os cocôs frequentes no jardim.
 

6. Se alimentam de leite:

O homem é o único mamífero que toma leite na idade adulta. Fora dos desenhos animados, depois de desmamar, nenhum gato bebe leite. E ainda pode ter diarreia por causa da  intolerância à lactose! Eles são carnívoros e precisam de dieta rica em fibras, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.
 

7. Teimosos, não aprendem nada:

Com paciência, carinho e alguma técnica, ensina-se muita coisa a um gato. A independência dos bichanos incomoda os humanos porque eles não se deixam seduzir tão facilmente quanto os cães.
 

8. Provocam asma em crianças:

Até agora ninguém conseguiu provar isso. O que os cientistas sabem é que pessoas asmáticas podem ter crises alérgicas em ambientes compartilhados com gatos, e que a substância que detona essas crises está na saliva do animal – e não no pelo, como muita gente acredita.
 
 

Seu cão não te reconhece? Ele pode sofrer do mal de Alzheimer

Doença Degenerativa

 
Os cães não estão livres das doenças degenerativas relacionadas ao envelhecimento. Muito parecido como Alzheimer em humanos, a disfunção cognitiva canina envolve uma série de mudanças comportamentais e pode se manifestar a partir dos 7 anos de idade. Hoje com o aumento da expectativa de vida dos animais, os veterinários atestam maior número de pacientes com o problema. De diagnóstico complexo, afinal ainda não existe um exame específico para identificar a doença, a disfunção cognitiva costuma assustar no início, pois muda o cotidiano de cães e tutores.

Segundo a dra Valéria Corrêa, Diretora Técnica do Hospital Veterinário do Pet Center Marginal – 24 horas, entre as manifestações desta doença estão desorientação do cão (envolve momentos de agitação e/ou de sonolência), redução de atividade física, mudanças no padrão do sono, perda de memória visual e alteração nos hábitos de higiene. “São animais que passam a urinar e defecar em qualquer lugar, deixam de interagir com a família, trocam a noite pelo dia, entram em locais restritos da própria casa e têm dificuldade para sair deles. Em alguns casos, passam a não reconhecer mais os próprios tutores, ficam apáticos”, esclarece.

Como tumores cerebrais e alguns distúrbios endócrinos provocam mudanças comportamentais semelhantes, é importante que os tutores procurem o veterinário do animal para que seja feito o diagnóstico adequado. “Infelizmente se trata de uma doença que interfere na qualidade de vida do pet. É essencial que os tutores entendam que o cão não se comporta assim por vontade própria e tenham paciência e carinho na hora de cuidar desses velhinhos”, alerta Valéria Corrêa.

O tratamento, de acordo com a veterinária, pode incluir medicação e alteração na dieta – os tutores podem optar por rações ricas em antioxidantes que auxiliam no combate aos radicais livres e, por sua vez, combatem o envelhecimento. Para que o animal fique bem, no entanto, a compreensão e atenção dos tutores são ótimos tratamentos.

Confira abaixo algumas dicas da médica veterinária:

- Não deixar o animal sozinho por longos períodos, já que eles podem ficar confusos ao se enfiarem em lugares restritos da casa e não conseguirem sair, como embaixo de móveis, atrás de portas.

- Outro cães mais jovens podem ajudar os mais velhos, seja orientando esses animais, que às vezes estão cegos e surdos também. Por outro lado, esses companheiros mais novos podem incomodar os cães da terceira idade, cabe ao tutor separá-los, se for o caso.

- São cães que irão dormir por mais tempo, é normal – isso acontece não só pela doença, como pelo envelhecimento. O ideal é levá-los mesmo dormindo para fazer as necessidades ou recorrer às fraldas descartáveis (mas nem todos animais se adaptam).

- Se possível, deixar o espaço livre onde esses animais ficam para que possam caminhar, quando desejarem, sem acidentes. Manter a caminha higienizada e respeitar a lentidão nos momentos de passeio.

- Como podem ocorrer também mudanças no apetite do animal, que troca o dia pela noite, deixe a ração disponível e a água por tempo indeterminado. Converse com o veterinário para indicar opções pastosas para facilitar a mastigação do cão.


Fonte: Papo de pet

domingo, 8 de fevereiro de 2015

ANIMAIS TAMBÉM SOFREM COM O CALOR EXCESSIVO

   Os animais não transpiram como nós, que transpiramos pela pele.Eles fazem isso através da língua e, por isso, é muito comum encontrar os animais ofegantes.O pêlo preto piora a sensação de calor e se o animal for obeso também é ruim, pois a gordura é isolante de temperatura.
    Então siga alguns cuidados para curtir o verão com seu amigo de quatro patas sem deixá-lo com a respiração ofegante, apático, com hipersalivação e desorientado pelo calor intenso.



  • O ideal é sempre deixar os animais em um lugar mais fresco, e sempre oferecer água fresca e limpa, pode-se misturar água na temperatura ambiente com um pouquinho de água gelada, ou então, colocar uma pedrinha de gelo na vasilha.
  • Também é importante pôr protetor solar no nariz dos cachorros e gatos, sempre que for passear com eles. 
  • O uso de filtros solares veterinários com fator de proteção de no mínimo 15 é recomendado por especialistas para os cachorros e gatos de pelagem branca. Os cães das raças pit bull, bull terrier e boxer tem predisposição a câncer de pele, então esse cuidado é muito importante.

  • A recomendação é para que os animais NÃO sejam expostos ao sol forte e se saírem para caminhar nesses dias de calor intenso é preciso espalhar protetor em áreas como focinho, abdômen, orelhas (cuidado para não jogar o produto dentro do ouvido) e contorno dos olhos. 
  • Evite passeios em horários de sol forte, as caminhadas e os exercícios físicos com os cães
    devem ser evitados entre 10 e 17 horas. Se for necessário passear nesses horários, mude o trajeto, prefira locais com grama ao invés de asfalto. O piso quente, além de queimar o coxim (a almofadinha sob a pata), prejudica a troca de calor, isso acontece pois os cães, ao contrário dos humanos, não trocam o calor pela pele e sim pela respiração e pelo coxim.
 
  • Veterinários alertam para o aumento do risco quando se trata de cão idoso, filhote, obeso ou de focinho curto, a exemplo de raças como boxer, buldogue, pug e lhasa apso. A explicação é que esses cães têm mais dificuldade em manter o equilíbrio térmico. 
  • O animal pode e deve tomar mais banhos do que o habitual nesses dias mais quentes. Se der banho em casa, prefira água morna (quase fria) e xampus próprios para o tipo de pêlo do cachorro ou gato. Apesar do calor, o secador é indispensável para evitar a propagação de fungos e bactérias. Use o secador numa temperatura média e a uma distância de 30 centímetros dos pelos. 
  • Aparar o pelo também é uma boa dica para amenizar o calor.
  • A tosa higiênica (retirada de pêlos do ânus, órgãos genitais e ouvidos) é fundamental, sobretudo nessa época. A retirada de pêlos do abdômen é uma dica para melhorar o conforto térmico.  
  • Isto é muito importante, nunca deixe os animais dentro do carro. Especialistas alertam para que em hipótese alguma deixe seu animal de estimação dentro de um veículo estacionado.De acordo com um estudo norte-americano, em um dia típico de verão, a temperatura no interior do automóvel  sobe de 35,5 para 46 graus em apenas 10 minutos, extremo que pode ser fatal para o animal.Segundo o levantamento, deixar o vidro aberto não resolve o problema do superaquecimento.

  • Durante as viagens e passeios de carro, mantenha o veículo bastante ventilado para transportar o animal. A dica é levar bebedouros portáveis ou garrafinhas e vasilhinhas para  que o seu cão ou gato possa beber água.
 
 

Será que os animais tem emoções?

   Uma das perguntas mais quentes do estudo do comportamento animal é: “Os animais têm emoções?” E a resposta simples e correta é: “Claro que eles têm.” Basta olhar para eles, ouvi-los e, se tiver coragem, sentir os odores que espalham quando interagem com amigos e inimigos. Olhe para os seus rostos, caudas, órgãos e, mais importante, os seus olhos. O que vemos do lado de fora nos diz muito sobre o que está acontecendo dentro das cabeças e dos corações dos animais . As emoções animais deixaram de ser um mistério.
  
 
 
  Quando comecei meus estudos há três décadas atrás, a pergunta era: “Qual é a sensação de ser um cão ou um lobo?”-Pesquisadores , quase todos céticos, , passavam o tempo se perguntando se os cães, gatos, chimpanzés e outros animais sentiam, mas sentimentos não se encaixam sob um microscópio .
 

   Mas agora há muito menos céticos; revistas científicas de prestígio publicam ensaios sobre a alegria em ratos, a dor em elefantes e a empatia em camundongos e ninguém pisca. A questão de real importância não é se os animais têm emoções, mas como as emoções nos animais evoluíram.

   Simplificando, as emoções têm evoluído como adaptações em numerosas espécies. Elas servem como uma cola social de relacionamento uns com os outros animais e também catalisam e regulam uma grande variedade de encontros sociais entre amigos e inimigos.

   Emoções permitem aos animais comportarem-se de forma adaptável e flexível, utilizando vários padrões de comportamento em uma grande variedade de locais. A pesquisa mostrou que os ratos são roedores empáticos, mas acontece que eles são amantes da diversão também. Também lemos relatos de iguanas na busca do prazer; baleias amorosas; babuínos irritados; elefantes que sofrem de flashbacks psicológicos e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT-elefantes têm um enorme hipocampo, uma estrutura cerebral no sistema límbico, que é importante no processamento de emoções ; pode ser observado o luto em lontras, gralhas e burros; o peixe é sensível e foi possível encontrar um cão com visão que serve como um “cão guia” para seu amigo canino cego.

   Hoje o paradigma mudou a tal ponto que o ônus da “prova” agora recai sobre aqueles que ainda argumentam que os animais não sentem emoções.
 
   Muitos pesquisadores também reconhecem que devemos ser antropomórfico (atribuir características humanas a animais) quando discutimos as emoções animais, mas que, se fizer isso com cuidado, ainda podemos dar a devida consideração os pontos de vista dos animais. Não importa o que podemos chamá-lo, os pesquisadores concordam que os animais e os seres humanos compartilham muitas características, incluindo emoções. Assim, não estamos inserindo algo de humano em animais, mas sim, estamos identificando semelhanças e, em seguida, usando a linguagem humana para comunicar o que observamos. Ser antropomórfico está fazendo o que é natural e necessário para compreender as emoções animais.

   Poderíamos esperar encontrar relacionamentos íntimos, duradouras e cativantes emocionais entre os membros da mesma espécie, mas os relacionamentos improváveis ocorrem também entre animais de espécies muito diferentes, mesmo entre os animais que são normalmente predador e presa! Tal é o caso de Aochan, uma cobra rato, que fez amizade com um hamster anão chamado Gohan em Mutsugoro Okoku Zoo de Tóquio, e uma leoa no norte do Quênia, que adotou um bebê órix (geralmente um aperitivo antes de uma refeição maior) em cinco ocasiões diferentes.

   É pouca biologia para argumentar contra a existência de emoções animais. A investigação científica em biologia evolucionária, etologia cognitiva (o estudo da mente animal) e neurociência social, apoiar a visão de que numerosos e diversos animais têm vida emocional rica e profunda. (Aqui eu me concentro em mamíferos, embora haja dados mostrando que os pássaros e, talvez, peixes demonstram várias emoções, bem como dor e sofrimento).

   Ideias bem aceitas de Charles Darwin sobre a evolução de continuidade que as diferenças entre as espécies são diferenças de grau e não de tipo, argumenta fortemente para a presença de emoções animais, empatia e comportamento moral.
  
   Continuidade nos permite ligar os “pontos evolutivos” entre espécies diferentes para destacar semelhanças nos traços evolutivos, incluindo sentimentos e paixões individuais. Todos os mamíferos (incluindo os humanos) partilham estruturas neuroanatômicas, como a amígdala e vias neuroquímicas no sistema límbico, que são importantes para os sentimentos.

   Os neurônios-espelho ajudam a explicar sentimentos como empatia. Pesquisa sobre esses neurônios apóia a noção de que os indivíduos podem sentir os sentimentos dos outros. Os neurônios-espelho nos permitem compreender o comportamento de outra pessoa, imaginando-nos realizar o mesmo comportamento e, em seguida, projetando-nos mentalmente no lugar da outra individuais.

   Até que ponto várias espécies compartilham esta capacidade continua a ser visto, mas não há evidências de que os seres humanos não são os únicos a possuí-lo. Macacos e Diana ajudam um ao outro a adquirir alimentos e elefantes consolam outros em perigo. Os neurônios-espelho também ajudam a explicar as observações de macacos rhesus que não aceitam alimentos se outro macaco sofre quando eles o fazem, e ratos empáticas que reagem mais fortemente a estímulos dolorosos após observaram outros ratos com dor.

   As fronteiras entre “eles” e “nós” são obscuras e permeáveis, e o estudo das emoções animais ajuda a informar a grande questão de quem somos. Outra questão importante para que as respostas são reveladas pelo estudo das paixões animais: “Os animais podem ser seres morais?” No meu desenvolvimento do fenômeno que eu chamo de “justiça selvagem”, defendo que eles podem. Muitos animais distinguem o certo do errado e vivem de acordo com um código moral.

   As emoções são os dons dos nossos antepassados. Nós as temos, assim como outros animais. Nunca devemos nos esquecer disso. Quando se trata de bem-estar animal, podemos sempre fazer melhor. Na maioria das vezes, “o bem-estar” não é bom o suficiente.
Fonte: How Stuff Works

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Por que os cachorros gostam de cheirar traseiros de outros cães?

   Entre os cães, cheirar o traseiro um do outro é algo comum em todas as partes do mundo. Mas por que eles fazem isso? Embora pareça uma pergunta boba, a resposta não é tão simples assim – e é mais interessante do que parece.

   O motivo, diz a Sociedade Americana de Química (ACR, sigla em inglês) em um vídeo educativo, é químico. Os cachorros têm, como se sabe, o olfato altamente desenvolvido. Assim, estima-se que seu focinho seja entre 10.000 e 100.000 vezes mais sensível do que o nariz humano. Quando eles encostam seus focinhos na traseira de outro cão, o que eles fazem é coletar uma grande quantidade de informações sobre o outro animal, como qual comida ele comeu, gênero e até o estado emocional. É como conversar, mas usando química. Na verdade, este é apenas um dos muitos exemplos de comunicação química no reino animal.

Papo de secreção

   Em 1975, o cientista George Preti, especialista em feromônios e odores humanos no Centro Monell da Química dos Sentidos, estudou as secreções anais de cães e coiotes e identificou os principais
componentes das secreções produzidas por glândulas alojadas em duas pequenas bolsas, os chamados sacos anais.
Esta linguagem química, observou Preti, é composta de trimetilamina e vários ácidos graxos voláteis e o aroma pode mudar de acordo com a genética e o sistema imunológico do animal. É interessante entender como os cães percebem e processam essa “mensagem” química.
Os cães, dizem os especialistas da ACR, têm um sistema olfativo auxiliar chamado órgão Jacobson ou vomeronasal.
Projetado especificamente para comunicação química, o órgão tem nervos próprios, que se comunicam diretamente com o cérebro.
Portanto, não há nenhuma interferência de outros odores corporais quando eles leem as informações químicas dos outros cães.
No entanto, os cães não são os únicos que se comunicam com cheiros. A natureza possui inúmeros exemplos de animais que são especialistas em mensagens odoríferas. Veja alguns deles:

O morcego que faz perfume

   Essa espécie de morcego combina secreções para formar aromas. Os morcegos tropicais são especialistas na arte da comunicação química, porque além de produzir secreções, eles misturam cheiros para atrair as fêmeas.
Essa espécie de morcego vive em colônias que são divididas em haréns, cada uma com um macho e várias fêmeas. Os machos marcam seu domínio territorial com secreções de uma pequena glândulas chamada angular, localizados sob o queixo.
Mas para cortejar as damas não basta um único odor: pé preciso misturar essa secreção com outras produzidas por seus órgãos genitais e urina, ato que os homens preparam diariamente com cuidado em sacos especiais que ficam em suas asas, como disse Jason Goldman, da BBC Future.
Embora o resultado tenha um mau cheiro para o nariz humano, o “perfume” desses morcegos requer um processo complexo para seduzir as fêmeas. Uma vez produzido, o morcego precisa bater as asas na frente da fêmea para emanar o aroma e seduzi-la.

Os antílopes negros e um poderoso afrodisíaco


Este mamífero que vive na Índia, Paquistão e Nepal, tem uma maneira curiosa, e que usa do odor, para atrair a atenção das fêmeas.
Além do cheiro produzidos pelas glândulas lacrimais durante o período de acasalamento, os machos comunicam suas intenções com os seus excrementos.
Em vez de perseguir as fêmeas, os antílopes machos produzem um monte de fezes e as esperam, rodeados por esse aroma afrodisíaco peculiar – uma estratégia que foi gravada pela BBC Nature.

O anel de cauda aromático é a arma do lêmure

   Estes primatas na ilha de Madagascar têm uma forma diferente de lutar por território: os machos esfregam a cauda com pequenas glândulas que possuem nos pulsos e, em seguida, agitam para espalhar o aroma.
A briga de caudas geralmente permite que eles marquem seu espaço, mas nem sempre evitar o combate corpo a corpo.
Além disso, sacudir a cauda “perfumada” também serve para atrair fêmeas, diz a BBC Nature.
 Fonte: BBC Brasil

 

Vacina para cães: quais são e quando aplicar?

“Melhor prevenir do que remediar”. Essa máxima cabe muito bem quando estamos falando sobre as vacinas que o seu cão deve tomar. Com um pouco de organização e comprometimento, você pode prevenir a saúde do seu cão e da sua família, evitando futuras complicações e aquisição de doenças letais.
 

Quais são as principais vacinas que o seu cachorro deve tomar?

 
A definição das vacinas que o seu cão deve tomar, assim como o intervalo entre as doses deve ser definida por um médico veterinário, que deve avaliar cautelosamente o estilo de vida do animal, habitat, particularidades da raça e histórico familiar. Porém, obrigatoriamente, em qualquer esquema de vacinação para cães deve constar a aplicação da vacina múltipla (V8 ou V10) e anti-rábica.
 
 
 
As vacinas múltiplas (V8 ou V10) protegem os cães contra 7 doenças, destacando-se a Cinomose, Parvovirose, Hepatite e Leptospirose, esta última é velha conhecida da sociedade e também afeta com gravidade os humanos. A vacina anti-rábica imuniza o animal contra a Raiva, uma importante zoonose (doença transmitida para humanos através de animais) que afeta o sistema neurológico e não tem tratamento.
 

 
Os cães adultos que nunca foram vacinados ou os filhotes a partir de 42 dias de idade, devem receber 3 doses da vacina múltipla espaçadas de 21 dias cada e uma dose de vacina anti-rábica após 120 dias de idade. Esse mesmo procedimento vale para cachorros sem histórico conhecido.
Além dessas vacinas, também é possível imunizar o cachorro contra a Traqueobronquite (tosse dos canis), Giárdia e Leishmaniose (Calazar), zoonose de alta gravidade. A vacina contra a leishmaniose costuma ser aplicada em regiões onde a doença é comum, e a aplicação deve ser antecedida de exames para detectar se o cão já está infectado.
 
Em relação a qualidade, sempre opte por vacinas de origem comprovada e com bom histórico no mercado, como é o caso da Pfizer e Merial, por exemplo. Apesar disso, é importante saber que qualquer vacina pode causar reações adversas, como dores no local, febre e mal-estar. Pode ocorrer também reações alérgicas, causando inchaço no rosto e coceira. De qualquer forma, fique atento por pelo menos 24 horas após cada aplicação e não hesite em comunicar a sua veterinária sobre qualquer ocorrido.
 
Nota: caso você tenha um cão filhote, é preciso esperar ao menos uma semana após a última dose da vacina para expor o cão ao convívio com outros animais. Esse é o tempo necessário para que a vacina interaja completamente com o sistema imunológico do cachorro.
 

Esquema básico de vacinação:

 

Dicas para vacinação do seu cão:

  • Se possível, opte por vacinar o seu cachorro em casa. Animais de estimação sentem-se seguros em seus territórios e o risco de adquirir doenças, pulgas e carrapatos é reduzido.
  • Cachorros dóceis devem estar com coleira e serem conduzidos por pessoas com porte suficiente para controlá-los e contê-los no momento de aplicar a vacina.
  • Cachorros bravos devem estar com focinheira para não oferecer nenhum risco de agressão ao proprietário, veterinário ou outras pessoas.
  • Crianças não devem levar os cães para vacinar.
  • Cachorros com diarreia, secreção ocular ou nasal, febre, falta de apetite ou que estejam convalescendo de cirurgias ou alguma doença, não devem ser vacinados. Trate a causa e só faça a vacinação quando o cão estiver sadio novamente.
Fonte: Prevethome

15 curiosidades sobre cães e gatos

Aqui vão 15 respostas àquelas dúvidas que você sempre teve sobre seu bicho e ainda não tinha encontrado boas explicações:
 
 
 
1. Por que gato abre a boca ao cheirar algo?
O paladar e o olfato do felino estão ligados. Ele sente melhor o cheiro se também o sentir pela boca.

2. Por que o cão levanta a perna para fazer xixi?
Cães e gatos marcam o território com urina. Totós levantam a perna para fazer xixi mais alto e, assim, demarcar um espaço maior.

3. O que é o “amassa-pão” dos gatos?
Filhotes fazem isso com as patas enquanto mamam na mãe. Adultos não perdem o hábito e “amassam” nosso colo!

4. Cães latem quando ouvem latidos. Por quê?
É uma forma de comunicação do bando. Se seu cachorro ouvir o vizinho latindo, vai querer responder”.

5. Por que gato vive se lambendo?
Gatos se lambem para tirar os pelos mortos, cujo cheiro pode ser sentido de longe pelas presas.

6. Por que cães gostam tanto de roer ossos?
Cães selvagens abatem presas grandes e roem para aproveitar toda a carne, absorver cálcio e limpar os dentes. Já os gatos caçam animais pequenos, com ossos fáceis de quebrar. Cães de estimação que passam o dia roendo por puro tédio podem perder os dentes! Ofereça ossinhos de couro, que são bem macios.

7. Por que gatos se esfregam na gente?
Por carinho, e também para deixar o cheiro deles “pegar” no nosso. É como se falassem: “Você me pertence!”.

8. Cão e gato brigam mesmo?
Gato tem medo de animais maiores. Ao se deparar com um cão desconhecido, costuma se comportar como uma presa perfeita: caminha agachado, se move devagar e sai correndo de repente, atiçando o instinto predador do cão. Mas os dois convivem numa boa se forem criados juntos.

9. Como o gato faz ronrom?
Há várias teorias. Uma delas diz que o som é provocado pela vibração das cordas vocais, quando o gato está feliz. Mas sabe-se que, além do prazer, ele costuma ligar o “motorzinho” quando sente dor ou está angustiado.

10. Quem é mais inteligente: o cão ou o gato?
Depende. O gato aprende por observação e é capaz de abrir janelas e portas de fácil manuseio apenas prestando atenção em como fazemos. Um cão treinado consegue fazer o mesmo.

11. Por que gato odeia água?
Não odeia: o que ele detesta é perder o controle da situação ao ser agarrado e ensaboado na marra. Gato não precisa de banho: ele cuida da própria higiene. Se quiser banhá-lo, vá devagar, molhe-o aos poucos e sempre conversando

12. Como cães “sentem” que o dono vai chegar?
Ele não tem nada de paranormal. O cão escuta melhor que a gente e pode reconhecer o ronco do motor do carro do dono a dois quilômetros! Cães de apartamento ainda contam com os cheiros que chegam de elevador. Por isso, ele fica deitado farejando o corredor e sente a aproximação do dono quando ele ainda está na garagem.

13. Bichos têm mesmo um bom senso de direção?
Sim! Eles conseguem distinguir o cheiro específico da sua casa, da sua rua e do seu bairro. São uma bússola de quatro patas!

14. De onde vem o hábito canino de dar “beijo”?
É um comportamento de filhote, quando eles lambiam a boca da mãe para pedir comida ou mostrar obediência.

15. Por que gatos adoram dormir na beirada de lugares altos? Eles precisam ter tudo sob controle. Nada melhor do que um lugar alto, de onde se vê tudo que acontece. Mas é preciso cuidado, porque os gatos podem cair da beirada de janelas durante o sono (ou mesmo acordados, se forem muito destrambelhados). Quem mora em andar alto deve ter tela de proteção.
Fonte: M de Mulher